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Tereza Cristina é a ministra da Agricultura do governo de Bolsonaro

Tereza Cristina é a ministra da Agricultura do governo de Bolsonaro
08.11.2018 07h00  /  Postado por: Roger Nicolini

O presidente eleito Jair Bolsonaro escolheu nesta quarta-feira a coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada federal reeleita Tereza Cristina (DEM-MS), para o cargo de ministra da Agricultura do seu governo.

O anúncio da escolha foi feito inicialmente pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS), vice-presidente da FPA que atuou como porta-voz da Frente após reunião de membros da bancada ruralista com Bolsonaro em Brasília. Posteriormente, a indicação foi confirmada pela assessoria de imprensa do gabinete de transição e pelo próprio Bolsonaro em sua conta no Twitter.

Antes do anúncio, uma comitiva de deputados da FPA reuniu-se com Bolsonaro para levar o nome de Tereza Cristina para a pasta. De acordo com Moreira, a sugestão foi imediatamente aceita pelo presidente eleito.

O vice-presidente da FPA também disse que não acontecerá a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e que o titular do Meio Ambiente será indicado por Bolsonaro nos próximos dias. Moreira disse ainda que a FPA referendará o nome do titular desta pasta.

Antes do primeiro turno da eleição presidencial, Tereza Cristina encontrou-se com Bolsonaro no Rio de Janeiro e anunciou, àquela altura, o apoio da frente ao então candidato à Presidência da República. Foi o primeiro apoio de peso que o ainda presidenciável recebeu no Congresso durante a eleição.

Tereza Cristina chegou a ser cotada para ser candidata a vice-presidente na chapa do candidato derrotado do PSDB, Geraldo Alckmin. O tucano, entretanto, preferiu optar por outra expoente da bancada ruralista, a senadora gaúcha Ana Amélia (PP).

Embora seja presidente de uma das principais frentes parlamentares do Congresso, o nome de Tereza Cristina não foi o único levado a Bolsonaro para comandar a pasta da Agricultura. A União Democrática Ruralista (UDR) havia sugerido para a pasta o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS). Um dos principais líderes da UDR Nabhan Garcia é um conselheiro próximo de Bolsonaro.

À Reuters, contudo, Goergen disse após a escolha da colega que Tereza Cristina satisfaz o setor e tem “todas as condições de fazer um bom trabalho”. Ele disse que a futura ministra vai precisar cuidar de demandas centrais, como a questão fundiária, que é muito ainda desorganizada, o passivo do Funrural, que precisa ser resolvido, e o endividamento do setor agropecuário.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, elogiou a indicação da deputada e afirmou que ele tem conhecimento do setor.

Até o ano passado, a futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), liderava a bancada do PSB na Câmara. Mesmo sendo líder ruralista, é improvável pensar que a deputada seria escolhida ministra por Jair Bosonaro se ainda estivesse filiada ao PSB.

No ano passado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, convenceu Tereza a se filiar ao DEM. Mas, antes disso, a deputada já sabia que não tinha mais espaço para continuar no PSB por conta de suas posições políticas. Ela votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e apoiou propostas do governo de Michel Temer, descolando das posições defendidas pela cúpula do PSB. Se não saísse, tudo caminhava para que a deputada fosse expulsa do partido.

Na semana passada, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) já tinha dito que “se preocupava” com a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, como vinha sendo pensado pelo governo de Jair Bolsonaro.

Ela acha que o Meio Ambiente tem demandas complexas e muito diferentes da Agricultura que poderiam atrapalhar o foco no agronegócio. Além disso, temia pelo impacto negativo no mercado consumidor externo dos produtos do agronegócio brasileiro caso o Meio Ambiente fosse realmente extinto. Agora, as duas pastas ficarão separadas como estavam.

A escolha da primeira mulher para o ministério de Bolsonaro foi costurada pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que conseguiu derrubar uma indicação pessoal do presidente eleito. Prevaleceu a força da FPA e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) em detrimento de pequenas entidades que deram sustentação à campanha de Bolsonaro.

Até a véspera, o presidente eleito ainda avaliava a possibilidade de nomear o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan, seu braço direito na setor durante a pré-campanha e a campanha. Bolsonaro chegou a anunciar o nome de Nabhan em um evento no Rio Grande do Sul e disse que não adotaria o critério político para o cargo, sinalizando que não escolheria pessoas com cargos eletivos.

Ao Estado, Nabhan disse que continuará torcendo pelo novo governo. “Não vou esconder que no fundo cria um pouco de constrangimento”, afirmou.

Fonte e foto: Reuters e Notícias Agrícolas

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